imagem de topo Missão China 2007

Sabia que...

A Grande Muralha da China, com quase três mil quilómetros de cumprimento, é, alegadamente, a única obra feita pelo homem que pode ser vista desde o espaço. Começou a ser construída no ano 200 A.C. e visava impedir as incursões de mongóis e outros povos que ameaçavam o Império chinês. Para a sua construção foram chamados mais de um milhão de trabalhadores.

Indicadores

Como resultado da reestruturação económica e da sua inserção no contexto internacional, a China é uma das economias que mais tem crescido nos últimos anos, representando actualmente a quarta maior economia do mundo.

Situação Económica e Perspectivas

Em 2005, impulsionado pelas exportações, pelo investimento e pelo aumento do consumo interno, o produto interno bruto (PIB) aumentou 9,9%, mas o Governo tem como objectivo reduzir gradualmente este crescimento, através de medidas de controlo, nomeadamente sobre o sector imobiliário, da construção civil e em sectores industriais específicos, como o aço e o cimento, devido a receios de sobreaquecimento económico. No entanto, segundo o Economist Intelligence Unit (EIU), a taxa de crescimento do PIB deverá atingir 10,7% em 2006, prevendo-se um abrandamento a partir do próximo ano.

Como consequência do aumento da procura, a taxa de inflação aumentou acentuadamente em 2004 (3,8%), mas em 2005 este indicador desceu para 1,8%, apesar da forte subida do preço do petróleo. Este bom desempenho deveu-se à queda acentuada do preço dos cereais, reflectindo o sucesso dos esforços governamentais, no sentido de aumentar a produção cerealífera. Prevê-se que a taxa de inflação não ultrapasse 1,5% em 2006, devido a uma diminuição do preço de alguns bens alimentares, nomeadamente dos cereais. Contudo, em 2007 a inflação deverá atingir 2,3%, como consequência de uma subida dos preços de algumas utilities controladas pelo Estado, como sejam a água e electricidade.

O indicador aparentemente mais preocupante é a taxa de desemprego que, muito embora tenha registado uma melhoria nos últimos anos, atingiu 9% da população activa em 2005, prevendo-se um ligeiro agravamento no próximo ano.

Os equilíbrios das contas externas permanecem sólidos, tendo o saldo da balança corrente atingido 160,8 mil milhões de USD em 2005 (7,1% do PIB). No entanto, prevê-se uma diminuição do excedente das contas correntes provocada pelo aumento do défice da balança de serviços.

Imagem da Tabela Principais Indicadores Macroeconómicos

De acordo com os dados publicados pelo Banco de Portugal, a China ocupa um lugar irrelevante no ranking dos investidores estrangeiros em Portugal, tendo ocupado a 59ª posição em 2005, a que correspondeu uma percentagem sem qualquer expressão em termos de investimento directo estrangeiro (IDE).

Por outro lado, enquanto destino do investimento directo português no exterior (IDPE), a China ocupa o 53º lugar, o que não está em linha com o facto do país ser um dos principais receptores mundiais de investimento.

Imagem da Tabela Importância da China nos Fluxos de Investimento com Portugal

Nos últimos cinco anos, o investimento directo da China em Portugal tem sido muito reduzido, tendo apenas os anos de 2001 e 2002 registado valores com algum significado, sobretudo 2002, em que o investimento líquido foi de aproximadamente 1,5 milhões de euros. A maioria do investimento destinou-se às indústrias transformadoras, seguindo-se as actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas.

Imagem da Tabela Investimento Directo da China em Portugal

Os dados referentes ao quinquénio 2001-2005, revelam que o investimento directo de Portugal na China atingiu montantes pouco significativos, embora nos últimos dois anos se tenham verificado valores acima de um milhão de euros. Como principais sectores de aplicação de fluxos de investimento destacam-se os transportes, armazenagem e comunicações, as actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas e as actividades financeiras.

Imagem da Tabela Investimento Directo de Portugal na China

Turismo

Portugal ocupa uma posição marginal, enquanto destino turístico, no mercado emissor chinês. Com base nos dados disponíveis do INE, o número de dormidas originadas por este mercado em 2005 não foi além de 34,7 mil, representando 0,15% do total das dormidas de estrangeiros na hotelaria. Por outro lado, a estadia média de turistas chineses foi de 2,1 dias.

Imagem da Tabela Turismo da China em Portugal

Documentos

Portal do Governo 2007