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O acordo

No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.

O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.

O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.

Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)

Rolando Borges Martins
Parque EXPO 98, Presidente
30/01/07

Relações entre UE e gigante asiático também na agenda de Sócrates

O desenvolvimento das relações entre a União Europeia e a China será um tema a abordar na visita que o Primeiro-Ministro inicia terça-feira àquele país asiático, cinco meses antes de Portugal assumir a presidência dos 27.

"Não vamos confundir o plano de relações bilateral entre Portugal e a China com o da União Europeia", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, esta semana em Bruxelas, acrescentando que, "seguramente", as questões de "relacionamento estratégico" entre a Europa e aquele país asiático também serão abordadas na visita do primeiro-ministro.

Portugal assume a presidência rotativa dos 27 no segundo semestre do ano, estando prevista uma nova deslocação de José Sócrates a Pequim a 23 de Novembro para participar na habitual Cimeira anual entre a União Europeia e a China.

O rápido desenvolvimento económico deste país nos últimos 20 anos tem tido um impacto significativo nas relações políticas, económicas e comerciais com a União Europeia (UE).

O comércio entre os dois parceiros aumentou mais de seis vezes desde o início das reformas económicas na China, em 1978, e totalizou 210 mil milhões de euros em 2005, segundo dados da Comissão Europeia.

A China é o segundo maior parceiro comercial da UE, depois dos Estados Unidos, enquanto que os europeus estão em primeiro lugar nas trocas comerciais do gigante asiático.

"Os chineses terão todo o interesse de abordar Portugal na perspectiva da responsabilidade que [Lisboa] terá na presidência" da UE, disse Luís Amado.

O programa conjunto apresentado pelas três presidências da União Europeia (Alemanha no primeiro semestre de 2007, Portugal no segundo e Eslovénia no primeiro de 2008) prevê que as conversações com a China se "concentrem" na negociação de um "novo acordo quadro" e no desenvolvimento de uma "nova parceria estratégica".

A UE e a China iniciaram a 19 de Janeiro, em Pequim, as negociações para o Tratado de Parceria e Cooperação, que enquadrará, quando concluído, todas as relações entre as duas partes.

No lançamento das conversações, a comissária europeia das Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner considerou que o tratado será "um empreendimento de elevado valor estratégico" e indicou que as negociações poderão durar cerca de dois anos.

O futuro acordo vem actualizar o Tratado de Cooperação Económica e Comercial, de 1985, com os responsáveis europeus a esperarem que o novo documento crie novos processos de cooperação em sectores como o comércio, direitos humanos, energia, ciência e tecnologia e ambiente, entre outros.

Um dos problemas a resolver no relacionamento entre as duas partes tem a ver com o embargo de venda de armas à China que a UE tem em vigor, apesar dos protestos de Pequim.

Bruxelas tem avisado que o fim desse embargo depende da colaboração chinesa, nomeadamente "de passos concretos para melhorar a protecção aos direitos humanos no país".

Entretanto, a Comissão Europeia em Outubro passado pediu à China uma maior abertura do seu mercado às exportações europeias e à instalação de empresas comunitárias, condições previstas na "nova agenda ambiciosa" que Bruxelas pretende promover com aquele país.

Uma Comunicação apresentada na altura define "uma nova agenda ambiciosa para o relacionamento entre a União (UE) e a China nos próximos anos".

A nova estratégia pretende responder ao papel emergente da China como uma potência global nas áreas económica e política.

Para Bruxelas é vital que a China compreenda que "a globalização é uma estrada com dois sentidos".

Dito de outra forma, a abertura do mercado europeu aos produtos chineses tem de ser acompanhada por medidas idênticas do lado de Pequim.

Bruxelas constata que, "apesar de beneficiarem do crescimento chinês, as empresas europeias continuam a encontrar obstáculos sérios quando trabalham no mercado chinês".

O executivo comunitário lança um aviso a Pequim: "se o problema não for resolvido, é provável que as pressões políticas aumentem no seio da UE no sentido de se reclamar o fim da abertura europeia à concorrência chinesa".

O documento do executivo comunitário refere algumas reformas que devem ser feitas para garantir uma abertura do mercado daquele país: a eliminação dos picos tarifários sobre produtos importantes para os europeus (têxteis, vestuário, sapatos, aço, automóveis) e o desmantelamento das barreiras não aduaneiras (certificação de produtos, normalização de rotulagem, aprovação de importações e prazos).

Bruxelas considera que a Europa "tem interesse económico e político" em apoiar uma transição bem sucedida da China para um "país próspero, estável e aberto, respeitador do Estado de direito e dos princípios de mercado livre".

28/01/2007 - 18:53 | Lusa

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O Primeiro Ministro, José Sócrates, é saudado pelo chefe do Governo de Macau, Edmund Ho, ao chegar ao Palácio do Governo, na Praia Grande
  • O Primeiro Ministro, José Sócrates, é saudado pelo chefe do Governo de Macau, Edmund Ho, ao chegar ao Palácio do Governo, na Praia Grande
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  • Primeiro Ministro, José Sócrates, com responsável da pasta da Economia e Finanças do Governo de Macau, Francis Tam

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Nos últimos 20 anos a China cresceu à taxa média anual 9,3%, ultrapassando o Japão.

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