
No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.
O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.
O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.
Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)
A visita oficial do Primeiro-Ministro, José Sócrates, à República Popular da China, que se inicia terça-feira, tem entre as sua metas principais a duplicação do volume de trocas comerciais entre os dois países até 2008.
A duplicação do volume da balança comercial em três anos é um dos ponto s constantes no acordo de parceria estratégica entre Portugal e a China, assinado em Lisboa em 2005.
Além de Portugal, a República Popular da China apenas assinou acordos d e parceria estratégica com mais quatro países europeus: Espanha, França, Reino Unido e Alemanha.
De acordo com o Governo de Lisboa, o principal impulso para o cumprimento do acordo de parceria estratégica será dado agora, com a visita do primeiro-ministro à China.
Sem entrar em pormenores, fonte diplomática adianta que, ao longo dos cinco dias de vista de Sócrates, serão assinados vários acordos políticos com incidência económica entre os dois países, mas, também, acordos ao nível empresarial.
Na véspera do começo da visita do primeiro-ministro, na segunda-feira e m Pequim, reunirá a Comissão Mista Económica, onde estará presente o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro.
Em diversos pontos do programa de Pequim, Xangai e Macau o ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, terá também um papel de relevo, sobretudo no que respeita à inserção do sector da banca nacional no mercado chinês.
Fonte do executivo de Lisboa refere que o Banco Nacional Ultramarino é o banco emissor de Macau e que há assuntos a desbloquear ao nível aduaneiro entre os dois países.
Apesar de Portugal e a China terem um acordo que evita a dupla tributação desde 2000, exportações nacionais de produtos como a carne de porco e o azeite tem encontrado barreiras à sua entrada no mercado chinês.
Segundo dados do executivo, até Outubro passado, para o mercado constituído pela China, Macau e Hong-Kong, as exportações nacionais registaram um crescimento de 30 por cento (68 por cento caso se junte a este grupo a Singapura).
Também de dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), ao longo do s últimos cinco anos, as exportações portuguesas para a China registaram uma evo lução positiva.
Em 2005, as exportações nacionais atingiram 170,6 milhões de euros, o que representou um aumento de aproximadamente 69 por cento face ao ano anterior.
No entanto, Portugal representa um lugar pouco relevante no contexto do s fornecedores da China, ocupando em 2005 a 64.a posição com uma quota de mercado de 0,05 por cento.
Em termos de balança comercial, o INE refere que o salto é tradicionalmente desfavorável para Portugal, tendo aumentando significativamente em 2004, 20 05 e no primeiro trimestre de 2006, atingindo mais de 116 milhões de euros.