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O acordo

No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.

O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.

O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.

Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)

Rolando Borges Martins
Parque EXPO 98, Presidente
30/01/07

Sócrates aposta na expansão em mercados emergentes

O Primeiro-Ministro, José Sócrates, inicia terça-feira uma visita oficial de cinco dias à China, país que a par de Angola, Índia e Brasil faz parte das prioridades de expansão da economia portuguesa em merca dos emergentes mundiais.

A última visita de um primeiro-ministro português à República Popular d a China aconteceu há oito anos e foi feita por António Guterres, num período em que o processo político de transição de Macau era o tema mais importante nas conversações com as autoridades chinesas.

Concluído em Dezembro de 1999 o processo de transferência administrativa de Macau para a China, a componente política dos encontros de José Sócrates co m o Governo de Pequim tornou-se agora secundária e destina-se sobretudo a desbloquear barreiras para o aprofundamento das relações económicas entre os dois países.

"É preciso que os empresários portugueses olhem com novos olhos para as oportunidades que oferece o mercado chinês", declarou o primeiro-ministro no início deste mês, após ter estado reunido com alguns dos principais investidores nacionais na China.

Para o Governo de Lisboa, a estratégia prioritária das relações externa s nacionais assenta na aposta de abrir portas em mercados emergentes mundiais qu e registam elevadas taxas de crescimento económico, desbloqueando impasses de or dem política, tendo em vista facilitar a inserção dos exportadores nacionais a e sses mercado, que apresentam fortes potencialidades ao nível do consumo.

Em Abril, José Sócrates levou consigo a Angola uma comitiva empresarial que representava um terço do Produto Interno Bruto; em Agosto esteve no Brasil para consolidar investimentos nacionais; e recentemente o Presidente da República, Cavaco Silva, visitou com uma grande comitiva empresarial a Índia - tal como a China, um dos países do mundo que conhece uma expansão mais impressionante da sua economia.

Para a China, a receita repete-se. Com José Sócrates, viajam 71 empresários - a maioria dos quais já com investimentos no "gigante asiático" -, representando os sectores mais significativos da economia portuguesa: banca, cortiça, moldes, tecnologias de informação e comunicação, têxteis, vinhos, engenharia e consultadoria.

A comitiva do Governo também reflecte a preocupação económica desta vis ita: além do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, acompanharão Sócrates os ministros de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, da Economia e Inovação, Manuel Pinho e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações , Mário Lino.

O objectivo, segundo Lisboa, é tirar partido da parceira estratégica assinada com a República Popular da China em 2005, no início do mandato de José Sócrates como primeiro-ministro.

"A China só tem parcerias estratégicas com cinco países europeus: Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Portugal", observou fonte do Governo.

Durante a sua presença na República Popular da China, José Sócrates ter á encontros de carácter político em Pequim, na quarta e quinta-feira, deslocando -se depois a Xangai e Macau.

Em termos políticos, ao contrário do formato habitual das visitas de chefes de Governo estrangeiros à China, o primeiro-ministro não será recebido pelo presidente chinês, Hu Jintao, que se encontrará ausente do país na próxima sema na.

A ausência do líder político chinês ainda motivou uma reflexão por parte da diplomacia portuguesa, com o ministro Luís Amado a admitir publicamente que a visita de Sócrates à China poderia ser transferida para nova data.

No entanto, Sócrates decidiu manter a visita, considerando que a ausência do presidente chinês não colocava em causa a viabilidade de nenhum dos objectivos de Portugal e que, por outro lado, se encontrará com Hu Jintao em Novembro próximo, durante a cimeira entre União Europeia e China, que ocorrerá em Pequim, durante a presidência portuguesa.

Em Pequim, na quarta-feira, José Sócrates reúne-se com o seu homólogo chinês, Wen Jiabao, e na quinta-feira com o vice-presidente da China, Zeng Qinghong, e com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Wu Bangguo.

27/01/2007 - 20:01 | PMF, Lusa

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O Primeiro Ministro, José Sócrates, é saudado pelo chefe do Governo de Macau, Edmund Ho, ao chegar ao Palácio do Governo, na Praia Grande
  • O Primeiro Ministro, José Sócrates, é saudado pelo chefe do Governo de Macau, Edmund Ho, ao chegar ao Palácio do Governo, na Praia Grande
  • Primeiro Ministro, José Sócrates, no início da visita à Torre de Macau, ao lado em empresário Stanley Ho
  • Primeiro Ministro, José Sócrates, com responsável da pasta da Economia e Finanças do Governo de Macau, Francis Tam

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