
No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.
O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.
O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.
Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)
Se na equipa que, em Abril do ano passado, José Sócrates levou a Angola constavam como titulares empresários que representavam um terço do Produto Interno Bruto, para conquistar a China, o primeiro-ministro conta agora- embora não integre a comitiva que amanhã inicia uma visita oficial a Pequim - com um apoio internacional de peso: Cristiano Ronaldo.
O internacional português é um dos titulares de um jogo de telemóveis com o qual a empresa portuguesa Ydreams prevê facturar três milhões de euros só no mercado chinês (há 500 milhões de assinantes de telemóveis na China).
E, se um dos objectivos da viagem de Sócrates é duplicar o volume de trocas comerciais entre os dois paísesaté2008,apresençadeCristiano Ronaldo poderá representar um golo decisivo.
Além de Portugal, a República Popular da China apenas assinou acordos de parceria estratégica com mais quatro países europeus: Espanha, França, Reino Unido e Alemanha, facto que abre boas perspectivas num mercado que, para Portugal, tem estado fora de jogo.
Apesar de Portugal e China terem um acordo que evita a dupla tributação desde 2000, as exportações nacionais de produtos como a carne de porco e o azeite têm encontrado barreiras à sua entrada no mercado chinês.
Segundo dados oficiais, até Outubro passado, para o mercado constituído pela China, Macau e Hong-Kong, as exportações nacionais registaram um crescimento de 30%.
Em 2005, as exportações nacionais atingiram 170,6 milhões de euros, o que representou um aumento de aproximadamente 69% face ao ano anterior.
No entanto, Portugal representa um lugar pouco relevante no contexto dos fornecedores da China, ocupando em 2005 a 64a posição com uma quota de mercado de 0,05%. É isso que o Governo quer inverter rapidamente e em força.