
No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.
O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.
O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.
Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)
Portugal e a China decidiram hoje criar um grupo de trabalho para estudar oportunidades de investimento bilateral, durante a reunião da Comissão Mista Económica Luso-Chinesa, presidida pelo secretário de Estado do Comércio português e pelo vice- ministro do Comércio chinês.
A constituição do Grupo de Trabalho sobre Investimento Bilateral será formalizada na quarta-feira, em acordo a assinar pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, e pelo seu homólogo chinês, Wen Jiabao, disse à agência Lusa fonte do gabinete de Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.
«O objectivo do grupo de trabalho será identificar oportunidades de investimento chinês em Portugal e vice-versa», referiu a mesma fonte.
Yu Guangzhou, vice-ministro do Comércio chinês, propôs ainda durante a reunião da 6ª Comissão Mista Económica a assinatura de um Memorando de Entendimento para enquadrar futuras acções de cooperação entre pequenas e médias empresas de Portugal e da China.
Lisboa vê com bom olhos a proposta chinesa, «até porque se insere na política governamental de apoiar as pequenas e médias empresas portuguesas», segundo o gabinete de Fernando Serrasqueiro.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Secretaria de Estado do Comércio refere que, durante o encontro, Fernando Serrasqueiro defendeu a criação de uma linha de crédito específica para bens de consumo e operações de curto prazo, dentro da linha de crédito já existente, no valor de 200 milhões de dólares (154,4 milhões de euros) para estimular as exportações portuguesas para a China.
Serrasqueiro »manifestou também o interesse em estabelecer parcerias com a China para a abordagem a outros mercados, através de candidaturas conjuntas a concursos públicos e a projectos financiados internacionalmente, em especial nos países de língua portuguesa«, adianta o mesmo comunicado.
O responsável português disse ainda durante o encontro que Portugal considera de »interesse estratégico« o apoio ao investimento português na China, em particular nos sectores de energia limpa, moldes, farmacêutica e software.
Antecedendo a chegada à China do primeiro-ministro português, a Comissão Mista Económica, que deveria ter decorrido na segunda- feira, foi adiada para hoje por questões de agenda da parte chinesa.
José Sócrates iniciou hoje uma visita oficial de seis dias à China, país responsável por 0,6% das exportações e 1,2% do total das importações portuguesas, acompanhado de uma comitiva de empresários.
Em 2005, Portugal as importações portuguesas da China atingiram os 596,668 milhões de euros e as exportações os 551,739 milhões de euros, segundo dados do ICEP que englobam também as exportações para Singapura, por onde os produtos portugueses entram na China de forma indirecta.
Nos primeiros nove meses de 2006, em comparação com o período homólogo do ano anterior, Portugal as exportações portuguesas para a China cresceram 70,8% e as importações crescera 33,8%, segundo os memos dados.
Entre Janeiro e Setembro de 2006, Portugal exportou para a China bens no valor de 657,529 milhões de euros, com as importações a atingir os 592,44 milhões de euros, de acordo com os cálculos do ICEP.
A reunião da Comissão Mista Económica Luso-Chinesa deveria ter sido realizada em 2006, segundo a declaração conjunta de Portugal e da China sobre o reforço das relações bilaterais, assinada em Lisboa em Dezembro de 2005, quando o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao efectuou uma visita oficial a Portugal.