
No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.
O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.
O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.
Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)
O embaixador da União Europeia (UE) na China, Serge Abou, fez um alerta nesta quinta-feira aos empresários portugueses com relação às dificuldades de se investir no país asiático devido ao papel do Estado na economia chinesa.
"Vir para a China não é um caminho fácil, em especial porque a intervenção do Estado é bastante pesada", disse Abou, durante uma conferência sobre "Caracterização e Desafios do Mercado Chinês" que a Câmara de Comércio da UE na China apresentou aos cerca de 70 empresários portugueses que acompanham a comitiva do Primeiro-Ministro, José Sócrates.
Abou, que considerou no entanto que "o maior dos perigos é não estar na China", lamentou que se o papel do Estado é demasiado forte em algumas áreas, em outras é insuficiente.
"A intervenção estatal não chega no que diz respeito à aplicação de padrões ambientais, sociais ou de protecção da propriedade intelectual", afirmou o representante da UE na China.
No final de 2006, Pequim definiu que o Estado deve ter "controlo absoluto, através de empresas estatais dominantes", sobre o sector de armamentos, produção e distribuição energética, petróleo e petroquímicos, carvão, telecomunicações, aviação e transportes marítimos.
O governo chinês decidiu ainda que as empresas estatais devem ser fortes nos sectores da produção de máquinas e veículos automotores, de tecnologias da informação, construção e produção de aço e ferro e de metais não-ferrosos.
José Sócrates realiza uma visita oficial à China, que começou no último dia 30 e termina em 4 de fevereiro.
O Primeiro-Ministro deixou Pequim nesta quinta-feira e seguiu rumo a Xangai, o centro económico e financeiro do país asiático, tendo antes mantido encontros na capital chinesa com o vice-presidente Zheng Qinghong e com Wu Bangguo, presidente da Assembleia Nacional Popular (Parlamento).