
No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.
O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.
O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.
Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que uma das metas da presidência portuguesa será concretizar um acordo entre União Europeia e a China, desbloqueando pontos como o do embargo da venda de armas a Pequim.
Interrogado pelos jornalistas sobre o respeito dos direitos humanos pelo regime de Pequim, o primeiro-ministro afirmou que a posição de Portugal «é a mesma da União Europeia - e a China sabe disso».
José Sócrates referiu-se depois à próxima cimeira entre a União Europeia e a China, em Novembro, em Pequim, que ocorrerá durante a presidência portuguesa.
«Esta minha visita à China destina-se também a preparar a presidência portuguesa da União Europeia. A próxima cimeira é importante para a União Europeia e para a China», sublinhou, referindo que «há pontos que estão a ser trabalhados há muito tempo», quer por Bruxelas, quer por Pequim.
«Esses pontos exigem negociação», caso «do embargo da venda de armas, do estatuto e do reconhecimento pela União Europeia da China como uma economia de mercado», especificou.
Segundo Sócrates, «a União Europeia quer incentivar a China no seu caminho de progresso» - uma alusão às fortes taxas de crescimento económico registadas por Pequim ao longo dos últimos anos.
«Crescer economicamente permite que as pessoas vivam melhor. A abertura da China é importante para todo o mundo», sustentou o primeiro-ministro.