imagem de topo Missão China 2007

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O acordo

No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.

O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.

O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.

Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)

Rolando Borges Martins
Parque EXPO 98, Presidente
30/01/07

As visitas à Índia e à China

As empresas ocidentais estão a utilizar a China como plataforma para venderem os seus produtos no mercado mundial a preços mais baixos.

A geografia económica do século XXI será diferente da do século XX. A China substituirá em meados deste século os EUA como 1ª potência mundial e depois será ultrapassada pela Índia, a qual até não terá o problema chinês de compatibilizar um sistema político com uma economia de mercado, pois a Índia já é uma grande democracia embora ainda muito imperfeita em muitos aspectos (o sistema de castas era chocante para nós…).

A China começou a sua descolagem económica mais cedo, com uma estratégia do governo assente em dois vectores: a utilização da poupança doméstica para construir as infraestruturas físicas e a poupança estrangeira – o Investimento Directo Estrangeiro – para construir as fábricas e ganhar a ‘expertise’ sobre os mercados internacionais.

Na Índia, ainda sem infraestruturas físicas decentes, o desenvolvimento foi feito mais pelas forças de mercado, aproveitando para tal a mão de obra qualificada que vinha a ser formada nalgumas excelentes Universidades Tecnológicas lançadas pelo Sr. Nerhu, o domínio da língua inglesa e as redes de telecomunicações e Internet, na sequência da abertura da economia feita pelo actual PM indiano (poder-se-á dizer que em termos de inglês, a Índia está para a China como a Irlanda está para Portugal, embora em termos relativos os portugueses dominem mais o inglês que os chineses...) . Assim a Índia é o país de eleição para o ‘outsourcing’ e para o investimento em serviços de alta tecnologia ao passo que a China se torna a grande plataforma para a manufactura. Na China neste momento 50% das exportações são feitas por empresas de capital estrangeiro, o que mostra bem como as empresas ocidentais estão a utilizar a China como plataforma para venderem no mercado mundial a preços mais baixos os seus produtos.

Mas a Índia, alem da informática e dos sistemas de informação, tambem já começa a emergir na industria farmacêutica, nas biotecnologias, nos automóveis (grupo Tata) ou até na siderurgia onde o grupo Mital acaba de comprar um grande grupo siderurgico europeu. Por sua vez, a China não faz só têxteis ou calçado baratos, como alguns pensam. Graças à formação de cerca de um milhão de engenheiros e tecnólogos por ano e com o o apoio intensivo do Ministério da Ciência e Tecnologia chinês numa lógica ‘business oriented’ (o verdadeiro Ministério da Economia chinês para o respectivo plano tecnológico...) há já empresas chinesas a emergirem nos têxteis técnicos, nos novos materiais, nas energias renováveis, nas telecomunicações, nos sistemas de informação. Por exemplo, os grandes competidores duma Cisco ou duma Microsoft serão chineses e não europeus ou japoneses. Também nos sectores petroquímico e petrolífero, já se posicionam empresas chinesas como os novos ‘majors’. De notar que a classe dirigente chinesa é composta na sua maioria por engenheiros, o que talvez explique a objectividade e pragmatismo chinês no desenvolvimento tecnológico virado para a competitividade económica. Há no pensamento económico e na actuação dos lideres chineses objectividade e densidade tecnológica, ao contrario dos discursos politicamente correctos e dos ‘power-points’ de políticos e gestores do ‘power-point’ que por cá abundam...

As visitas do Presidente da República à Índia e do primeiro-ministro à China chamam a atenção dos empresários portugueses para a importância destes novos actores económicos com vista a parcerias ou até à captação para Portugal de investimento indiano e chinês.

01/02/2007 12:01 | Diário Económico

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O Primeiro Ministro, José Sócrates, é saudado pelo chefe do Governo de Macau, Edmund Ho, ao chegar ao Palácio do Governo, na Praia Grande
  • O Primeiro Ministro, José Sócrates, é saudado pelo chefe do Governo de Macau, Edmund Ho, ao chegar ao Palácio do Governo, na Praia Grande
  • Primeiro Ministro, José Sócrates, no início da visita à Torre de Macau, ao lado em empresário Stanley Ho
  • Primeiro Ministro, José Sócrates, com responsável da pasta da Economia e Finanças do Governo de Macau, Francis Tam

Sabia que...

A China é o país mais populoso de todo planeta com cerca de 1 bilião e 300 milhões de habitantes.

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