
No dia em que o Primeiro Ministro e a comitiva visitaram a Organização da Exposição mundial de Xangai 2010, a Parque EXPO finalizou um acordo com a entidade que se vai ocupar do plano de desenvolvimento no pós-EXPO.
O acordo com a EXPOLAND foi finalizado durante a bolsa de contactos do seminário económico da manhã de hoje, em Xangai, e traduz-se numa assessoria regular, com início imediato, da Parque EXPO, envolvendo a deslocação periódica de quadros – caso de arquitectos e urbanistas – a Xangai e o intercâmbio de experiências no desenho urbano da integração do recinto da Exposição na cidade.
O impulso final para o acordo foi dado, nesta visita oficial do Primeiro Ministro, pelo reconhecimento de ambas as partes do modelo exemplar decorrente da EXPO’98.
Deste modo se dá corpo ao verdadeiro espírito que preside, há mais de um século, à realização de exposições: a troca e a partilha de experiências. Neste caso, para uma exposição mundial, cujo tema é “Better City, better life” (melhor cidade, mais qualidade de vida)
José Sócrates classificou hoje como "absurdas" e "injustificadas" as criticas feitas pela oposição e sindicatos ao ministro da Economia Manuel Pinho a propósito da competitividade de Portugal praticar salários mais baixos do que a média europeia.
![]() Legenda da foto: Em plena pista do aeroporto de Macau, o Primeiro Ministro fala com os jornalistas |
"É caso para dizer que vai faltando assunto para se discutir em Portugal", declarou José Sócrates à chegada a Macau, último ponto da sua visita oficial de cinco dias à República Popular da China.
Quarta-feira em Pequim, Manuel Pinho apontou cinco factores de competitivi dade de Portugal para atrair investimento estrangeiro, sendo um deles os nível s alarial inferior ao da média europeia - posição que seria depois duramente criti cada pela oposição e sindicatos.
Segundo José Sócrates "tratou-se de uma polémica absurda e injustificável" frisando que o seu ministro da Economia apresentou "cinco boas razões" para a a tracção de investimento estrangeiro.
"Temos custos de trabalho que são muito competitivos ao nível das pessoas mais qualificadas em Portugal. Mas como é evidente queremos desenvolver um model o de maior formação para todos os nossos trabalhadores", apontou o primeiro-mini stro.
José Sócrates considerou "evidente" que os trabalhadores mais qualificados "têm custos de trabalho inferiores aos da média europeia".
"Os custos de investigação e desenvolvimento, de engenharia e de gestão sã o inferiores aos de outros países como a Espanha, Alemanha e França. Foi isso qu e o ministro da Economia disse", sustentou o chefe do Governo.
Para o primeiro-ministro "confundir" esta afirmação de Manuel Pinho com "a ideia de que o Governo defende um modelo de baixos salários em Portugal é um ab surdo".
"Que os sindicatos e os partidos da oposição critiquem o Governo quando ti verem razão para isso, mas neste caso não têm a mínima razão", reforçou antes de sublinhar que partilha do ponto de vista do ministro da Economia de que é bom q ue "as empresas mais avançadas do mundo ao nível tecnológico prefiram Portugal p ara investir".
"Não estamos a falar de baixos salários mas de custos de trabalho de mão-d e-obra mais qualificada", afirmou, para sublinhar ser sua meta a equiparação sal arial em Portugal à média europeia.
"Lá chegaremos", concluiu.
Antes de responder às perguntas dos jornalistas, José Sócrates afirmou que chegava a Macau "com profunda emoção" e sublinhou ser ele o "primeiro primeiro- ministro a visitar Macau após a transição política realizada em Dezembro de 1999 ".
O chefe do Governo português, que irá permanecer no território cerca de 24 horas disse também que os portugueses "olham para Macau com satisfação" e desta cou o "progresso e desenvolvimento" que se vivem no território.
José Sócrates acrescentou ainda estar em Macau para "honrar a história" e para contribuir para o "aprofundamento e melhoria" das relações entre Portugal e Macau